um conto no Zine Regador

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“Não sei como descolei a viagem. Uma indicação da indicação da indicação. Eu sabia fazer a porra e podia ajudar a luta, daí me convidaram. Minha explicação mística é que talvez seja ruim o suficiente ser de São Paulo. E a Diva tenha querido me ajudar. Aqui no Acampamento, desligam as luzes à noite. Para que se possa ver novamente as estrelas. Tenho medo e me aferro às porcariazinhas que trouxe comigo e permitem me desconectar”.

Aqui vai um conto. X Xhá. Foi publicado num projeto editorial que me emocionou muito à época – o Zine Regador – da Vanessa G. Garcia e Raoni Godinho​, estas publicações muito incríveis, pois servem de laboratório aberto e vivo. Foi publicado no xerocão mesmo, meio no estilo carnicería punk (trabajamos a partir de la fotocopia y corchetera). Estéticas do que está por aparecer. No mais, esta foi a edição zero do Zine, sobre “Tecnoxamanismo”. A próxima edição será sobre “Apocalipse da Seca“. Aguardo ansiosamente!

É engraçadíssimo ler coisas que estão em progresso. Antes me dava uma espécie de vergonha. Hoje parece que são inocentes, verdes mesmo. Este conto é piloto pro romance que escrevo. É de outubro. Amadureceu um tanto desde lá… quase nem o reconheço. Principalmente na escolha da linguagem. Talvez agora o texto tenha um trabalho linguístico mais apurado. Ou é a ilusão dos dias.

Por exemplo, no uso da escrita inclusiva, o xixísmo da marcação de gênero melhorou pacas – quase não o adoto mais, a não ser por puro exagero. Simplesmente evito substantivos que tragam gênero muito marcado. Uma arte. Se as pessoas loucas do Oulipo – Ouvroir de Littérature Potentielle conseguiram se impor uma quantidade absurda de regras e sobreviver com romances gordinhos, pq a histérica aqui não daria conta? Agradeço ao Fabio Aristimunho essa mudança de espírito – mais sobre o tema: Deixando o X para trás na linguagem neutra de gêneroLinguagem inclusiva de gênero em trabalho acadêmico. Também a explicação do “que seria o xhá” (que agora se grafa “xhx”) está explicada em um capítulo à parte. Melhor.

Enfim, aqui vai o link do Zine sobre Tecnoxamanismo para a leitura!

 

 

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