satyrianas – relatório nº ii (final)

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O que são as Satyrianas?

Essa ou essa? E me estenderam a latinha, embora estivesse claro que eu queria uma garrafa. Time after time. Sentada ali na Margot, fonezinho nos ouvidos, esperando o Paulo M querido sair da peça. Uma multidão vestida com sangue artificial, estacas de mentira cravadas no coração e olhos tão fundos, corre como rio pela praça, que misteriosamente sempre é uma rua. If you’re lost you can look, and you will find me. Logo mais, Caco vem fazer companhia, muito mais tarde me deu um livro com dedicatória linda, ainda hoje um e-mail, esses mimos da vida. Encontro finalmente o Ivam, astro-rei, e a gente tricota, tricota. Pergunta de um monte de gente, respondo, conta planos, é bom ouvir.

Faz um sol absoluto esses dias. Bem lembramos que finados nos últimos anos foi nublado. Imagino que minha tia Rose, dessas vibrantes, dum olho tão azul, nunca admitira que o dia dos mortos fosse nublado – deve estar agora com a tia Bete, tricotando animadas, fazendo bolo com os anjos.

Me apresento ao Robson. Esse ano não pude ajudar no Café Literário, esses percalços e repousos que vc bem conhece, aí fui falar oi. O também está ótimo, aquela gargalhada, sabe? Disse pra deletar qualquer coisa relativa a Show de Boate que eu tivesse na cabeça. Claro que obedeci. Esse ano as Satyrianas foram tão ordeiras que quase não as reconheço, algo assim, é bom também.

A Nenê veio com vestidinho gracinha e com a Hanna, esta estrelando de fivelinhas combinado com a coleira, educada, simpática (hehe, imagina o Canekolino perto da Hanninha, ele todo viralatão lindão, ela toda peruinha lindinha). O Paulo saiu da peça. A Néle chegou. Agora serão 3 mil bonequinhos de gelo em Atenas. Suponho que as próprias ruínas daqueles templos brancos irão derreter. Faria bem. E logo a Mai, com vestido militante unibanesco (mas pretinho básico, né?), e logo o Daud com a Bruna. O final da noite foi peixe, legumes, já não tirei mais foto.

Acordei bem cedo hoje e sem despertador. De xícara nas mãos, ainda isso do futuro. Como boa bruxa, deveria conseguir enxergar algo, mas é nublado, são apenas linhas compridas, dedos riscando possibilidades, um corpo mais além de qualquer iluminação, um planeta flutuando num rio. Preciso de um título. Urgente. E no particípio. Um que seja tudo, adjetivo, substantivo, uma alteração de verbo. Ah, vc sabe. Fiquei pensando em como é difícil traduzir esse time after time.

do ônibus, passageiro fotografa multidão de zumbis na praça

produção!

Rodolfo, O Chefão

E falando em máfia…

Ivam e yo

Nenê e Hanninha chiques

Caco e Gisa no Rose Velt

A Néle!

Bruna, Maiara e Daud – repara que a foto exterioriza a perda de foco da própria fotógrafa

Mai autografa livro com a caneta-lanterna. Luz, luz, luz.

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4 Comments

  1. admin
    3 de novembro de 2009 at 18:47

    oi, girl!
    ah, aqui é autorizado e recomendado rasgar sempre elogio por escrito. mal a gente fala das pessoas no bar e pelas costas, bem mal.
    e tem que perder sempre. ou aprender a jogar paciência.
    hehe, adoro vc,
    beijinho!

  2. admin
    3 de novembro de 2009 at 18:47

    oi, girl!
    ah, aqui é autorizado e recomendado rasgar sempre elogio por escrito. mal a gente fala das pessoas no bar e pelas costas, bem mal.
    e tem que perder sempre. ou aprender a jogar paciência.
    hehe, adoro vc,
    beijinho!

  3. maiara gouveia
    3 de novembro de 2009 at 17:48

    sempre nos sentimos tão valorizados por aqui.

    e nem é por isso que a gente ama. o tom do texto, a cadência, a intenção, o resultado: alquimia.

    hum, a hannah é muito lady, faria par perfeito com o canek, fofíssimo radical. a néle e a nene, pura simpatia. o paulo m., de uma franqueza inabalável (o que adoro, ainda que fosse num inimigo) & passa uma coisa boa, dessas que gente boa passa, sabe? e a bruna e o daud, tão lindos, iluminam qualquer foto. o daud, eu já te disse: é um homem íntegro. tão legal usar essa palavra: íntegro. e vc, aninha, vc sabe que eu babo por tudo, né? bem loser ahahahahahahaha beijinhos

  4. maiara gouveia
    3 de novembro de 2009 at 17:48

    sempre nos sentimos tão valorizados por aqui.

    e nem é por isso que a gente ama. o tom do texto, a cadência, a intenção, o resultado: alquimia.

    hum, a hannah é muito lady, faria par perfeito com o canek, fofíssimo radical. a néle e a nene, pura simpatia. o paulo m., de uma franqueza inabalável (o que adoro, ainda que fosse num inimigo) & passa uma coisa boa, dessas que gente boa passa, sabe? e a bruna e o daud, tão lindos, iluminam qualquer foto. o daud, eu já te disse: é um homem íntegro. tão legal usar essa palavra: íntegro. e vc, aninha, vc sabe que eu babo por tudo, né? bem loser ahahahahahahaha beijinhos

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