Resenha do “Furiosa” por Danilo Bueno

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A GRAMPO resenhas #7, publicação da Luna Parque Edições, traz artigo de Danilo Bueno sobre o Furiosa

Danilo é preciso. Para escrever sobre o Furiosa leu todos os outros livros anteriores, fez comparações entre poemas até rascunhar uma arquitetura da seleção que foi feita para formar a obra. Escrever resenhas é necessário. Ainda mais nos dias de hoje em que cadernos de cultura minguam e que blogues recebem livros e mimos até ranquearem os mesmos best-sellers na teia virtual das aranhas do Google. Escrever resenhas envolve um risco. Como toda a interpretação.

Na resenha sobre o Furiosa, Danilo comenta inicialmente sobre a própria ideia de edição comemorativa, uma proposta de reunir os últimos dez anos de produção poética: “essa iniciativa vem engrossar ainda mais uma tendência geracional de pensar o legado poético entre os 30 e os 40 anos, o que também ocorreu com Dirceu Villa, Fabiano Calixto, Fabrício Corsaletti e Tarso de Melo, um procedimento que parece ter pelo menos duas ideias relevantes: colocar em circulação edições artesanais e escassas, além de pensar a reescrita e a reordenação dos poemas de modo a produzir novas reverberações”.

Um dos fios de análise que Danilo Bueno puxa para fiar suas interpretações é o do feminismo, da necessidade de representação da mulher e de um “humor estranho” (adorei a expressão, hehe, é isso mesmo). Deixo para você mais um trechinho e te convido a leitura do texto na íntegra:

“Foi Paulo Ferraz, no prefácio da primeira edição de Sarabanda, em 2007, quem notou que: “Sua poesia pode ser tachada de qualquer coisa, menos de ser artesanato”. Se Ana vai numa espécie de contramão ao favorecer uma escrita menos diamantina, característica que uma geração anterior a dela largamente cultivou, isso contribui para uma poesia apegada à certa oralidade à blague e à discursividade, como se a tônica dos poemas estivesse relacionada ao tema, à “história” ou à “cena” desenvolvidas. Talvez por isso que Renata Corrêa, na quarta capa da antologia, tenha usado certo cinema como paralelo para referir essa poesia praticada por Ana “que diretores amariam filmar e roteiristas matariam para escrever”. Leia na íntegra

furiosa, capa corte

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Muito feliz e louvável que as edições Luna Parque mantenham uma área para resenhas.

Você pode ler aqui muitas outras, assinadas por Ana Cristinha Joaquuim, Diego Vinhas, Leonardo Gandolfi, Marília Garcia e Pádua Fernandes.

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