“Rebaixamento de Plutão pode ter sido precipitado, dizem astrônomos”

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Oh, Plutão, querido planeta pobretão, novamente assunto das matérias policialescas da galáxia… Nada mais posso fazer, senão copiar-e-colar um post velhinho, com poemas em tua homenagem…

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Filhos da Guerra Fria

publicado originalmente no blogue Peixe de Aquário, em 11 de setembro de 2006.

 

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A expulsão legalista de Plutão do Sistema Solar causou impacto engraçado na mídia, com oposições bizarras entre astrônomos e astrólogos – e por coincidências astrais, “planeta” possui a origem semântica relacionada a “errante”.
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Selecionei 3 poetas interessantes que postaram em blogs nesse período e complementei com 2 poemas meus publicados no Rasgada. Agradeço aos autores!

* * *

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São sete graus
e eu um barraco à beira da marginal
….. – quando o haroldo fala em anéis, de saturno, eu penso na rita
meu barraco cultiva bichos que fazem ninhos de besouros
….. ah meu coraçãozinho
incha incha incha
se pudesse diria: eu tenho mãe secretária, eu tenho pai vagabundo
….. mas a música não é minha

de Roberto Romano Taddei, À Guisa de Blogue

* * *

Notícias do Vácuo

Hoje os astrônomos decidiram que Plutão não é mais um planeta.
Dizem que Plutão é muito menor que a Terra e até mesmo menor que a Lua.
Bobagem.
Muitas vezes já me disse que o mês é bem maior que o meu salário,
mas não deixei de constelar contas e cadastros
e nem por isso os astros deixaram de ser astros.

de Fábio Aristimunho Vargas, escreve regularmente no Medianeiro

* * *.

Plutão não é mais planeta

Eu sabia,
lá no fundo,
que ser o último tem um preço:
desespero: esperar sem esperança
como as almas de Caronte
lá no fundo lá no fundo lá no fundo lá no fundo


de Daniela Ramos, autora do Caderno V

* * *

notícias interplanetárias

há um outro planeta vermelho no sistema solar,
tua falta é o eclipse de meu mundo,
parece que houve vida em marte.

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pequenas alegrias

a araponga martelava o sol a pino
o chorão plantado triste na curva da rua
meu pai me contava sobre os planetas

publicados em Rasgada, 2005.

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8 Comments

  1. ana rüsche
    19 de janeiro de 2011 at 08:10

    oi, josé expedito!

    nossa, gracias pelos versos, valeu!

    o rebaixamento de plutão é mesmo inspirador… onde já se viu desprezar um corpo celeste?

    um abraço!

  2. ana rüsche
    19 de janeiro de 2011 at 08:10

    oi, josé expedito!

    nossa, gracias pelos versos, valeu!

    o rebaixamento de plutão é mesmo inspirador… onde já se viu desprezar um corpo celeste?

    um abraço!

  3. José Expedito dos Santos
    19 de janeiro de 2011 at 05:58

    Tão profundo
    sua diferença objeto
    cai não cai do sitema
    abjeto

    Ser plutão
    adjetivo por compaixão
    daqueles olhos cruzados
    inconscientes

  4. José Expedito dos Santos
    19 de janeiro de 2011 at 05:58

    Tão profundo
    sua diferença objeto
    cai não cai do sitema
    abjeto

    Ser plutão
    adjetivo por compaixão
    daqueles olhos cruzados
    inconscientes

  5. ana rüsche
    18 de janeiro de 2011 at 06:28

    são legais, né?! acho que todos dialogam. às vezes sinto falta de colocar mais poemas aqui. contudo, vc sabe que não é tão simples.
    pobre pluto.

  6. ana rüsche
    18 de janeiro de 2011 at 06:28

    são legais, né?! acho que todos dialogam. às vezes sinto falta de colocar mais poemas aqui. contudo, vc sabe que não é tão simples.
    pobre pluto.

  7. Rafael Daud
    17 de janeiro de 2011 at 21:16

    Nossa, Ana, que bonito ver esses quatro poemas reunidos. Os dois do Rasgada, é engraçado, quando a gente lê o poema no livro ele é uma coisa, fora do contexto, é outra. Em alguns casos, fica tão mais forte. Bem bonito.

  8. Rafael Daud
    17 de janeiro de 2011 at 21:16

    Nossa, Ana, que bonito ver esses quatro poemas reunidos. Os dois do Rasgada, é engraçado, quando a gente lê o poema no livro ele é uma coisa, fora do contexto, é outra. Em alguns casos, fica tão mais forte. Bem bonito.

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