poesias de espanha e travesseiradas

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Hoje tem o lançamento do Fábio Aristimunho. Ficaria realmente chateada se vc inventar alguma outra coisa em lugar de ir à Casa das Rosas

: Poesias de Espanha: das origens à Guerra Civil é a antologia poética em quatro volumes que reúne as literaturas galega, espanhola, catalã e basca, editora Hedra. Haverá leituras, debate, projeção de vídeos, poemas lindos. Enfim, é um trabalho de anos de tradução e escolha de textos, que por sua importância e criatividade ganhou o prêmio do Instituto catalão Ramon Llull – é bem bonito ver essas coisas dando certo assim.  + toda a programação no medianeiro.blogspot.com

(só vou dizer novamente que traduzir do galego é roubar um pouco… hehe, sei, sei, Fábio, vc já me explicou que a seleção também é parte do trabalho)

E queria falar do Dia Mundial da Luta de Travesseiro, que aqui em São Paulo parece que formará uma multidão agitada com seus pontos brancos a se debater, no Obelisco do Ibirapuera. Tem até piquinique para que as pessoas se conheçam antes. Provavelmente já tem muita gente mau humorada condenando os guerrentos, que supostamente não teriam mais o que fazer. Embora esta gente reclamona mesmo não deva lá utilizar o domingo para coisas muito profícuas.

Bem, o que intriga é porque se gasta tanta energia criativa atrás de patrocinadores e empresas parceiras, além de discursos demasiados discursos para convencer todos que isso não é um desperdício de travesseiros (afinal, haverá reciclagem)… em lugar de transformar isso no evento mais comovente do planeta! Não são milhões de pessoas envolvidas? Creio que há um germe aí incrível de alguma outra coisa, que não se sustenta e imediatamente morre, em contato com uma necessidade de justificar o que não necessita de explicação

: o do Dia Mundial da Luta de Travesseiro celebra toda a infância que foi ceifada antes do tempo, arrancada com a naturalidade com que se arrancam penas de ganso e que só muito maciamente, rindo até as lágrimas mais esquecidas, assim, com aquele riso de doer a barriga, desponta um pouquinho. Puxa, que as fronhas sirvam para sacudir o que a gente finge que esquece.

Só fico pensando também na espontaneidade perdida nessa organização toda, mas aí já seria toda uma outra história grave – deixo para comentar com os amigos hoje na cerveja pós-lançamento do Fábio. Não pq é menos importante, mas é que eu tenho pouca aptidão para escrever com a profundidade devida (por isso a gente acaba fazendo poema). Enfim, talvez eu devesse guerrear com o Canek e parar de bobagens… hehe, já me animei.

foto: guerra em toronto, canadá

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4 Comments

  1. admin
    5 de abril de 2009 at 16:53

    oi, letícia!
    hahá, que coisa mesmo isso. qual livro será?
    depois faço jabá do dulce veiga – ah, já sei, vou adicionar ao google reader, assim dá para colocar chamadinha do teus posts aqui ao lado.
    beijo!

  2. admin
    5 de abril de 2009 at 16:53

    oi, letícia!
    hahá, que coisa mesmo isso. qual livro será?
    depois faço jabá do dulce veiga – ah, já sei, vou adicionar ao google reader, assim dá para colocar chamadinha do teus posts aqui ao lado.
    beijo!

  3. letícia
    4 de abril de 2009 at 03:30

    bom saber que nos frequentamos! =) outro dia vi um texto seu num livro que vai entrar em produção na editora onde eu trabalhava e pensei “que engraçado, a moça do blog!” bj!

  4. letícia
    4 de abril de 2009 at 03:30

    bom saber que nos frequentamos! =) outro dia vi um texto seu num livro que vai entrar em produção na editora onde eu trabalhava e pensei “que engraçado, a moça do blog!” bj!

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