personalsuperhero

Bangkok – Un bombero tailandés se vistió de Spiderman para conseguir que un niño autista de ocho años abandonara el balcón desde el que parecía que iba a saltar al vacío, informó hoy la Policía.

Existe uma coisa fantástica que é ficar com um livro de poemas durante muitos dias na cabeça. O Superhéroe me ajudou a sobreviver a esses dias duros. Acho que é por isso que hoje coloquei o casaco prateado que ganhei de presente, que, mesmo sendo de rockstar, tem direito à capinha típica de super-herói. Afinal, hoje tem Mujeres-Women-Mulheres na Biblioteca Alceu Amoroso Lima e tenho que me empolgar um pouco.

Superhéroe é o livro do poeta chileno Gonzalo David, com poemas de escalpelar o asfalto de qualquer coração, inspirados nas primeiras temporadas da série Smallville da Warner. Sairá pela Editora Moda y Pueblo, já comentada antes por aqui com rasgados elogios (Brian, do Diego Ramírez, certamente é um dos melhores livros que já tive entre as mãos, pq não basta o poema, ele tem que chegar na hora certa – ver texto do Rafael Daud).

O Gonzalo também organizou a antologia Pendrive, que são recriações em poemas de Beatles, Smashing Pumpkins, Patricio Rey, Depeche Mode, Placebo, REM, Nine Inch Nails Radiohead, etc, por alguns dos sensacionais criadores desse país cordilheresco, como o Pablo Paredes, Diego Ramírez, Paula Ilabaca, Héctor Hernández, Gladys González, dentro outros. Saiu pela Editora Mantra.

(… putz, é um inferno falar sobre poesia e Chile, a gente só elogia, fica bobo. É igual vinho que lá é bom, farto e barato…)

Bom, fui incumbida pela tarefa, que até agora acho que é muita areia pro meu caminhãzinho, que é fazer a apresentação do livro Superhéroe. Escarafunchei tudo possível que tinha na minha cabeça e finalmente, arre, tive uma idéia!

Enquanto não termino o texto, vai um poema do Gonzalo, que não resisti em colocar em português. Pode dar pitaco na tradução, eu sempre como bola, o difícil aí foi traduzir esse “pena”. Bién, ni pena, ni medo.

.

…. El día que comencé a escribir
supe que sería la vergüenza de mi familia. Tomé
un lápiz de tan solo que me sentí y transcribí las
visiones de ese monstruo que era yo en esos años
furiosos y bastardos bajo los oscuros cielos en
los bosques de Chile.

…. El día que comencé a escribir
entendí que nadie más leería mis poemas horribles
y torpes, aún sabiendo que tanta pena no cabría
en un libro sino en tres y que la ruta 5 sur allá
afuera no me dejaría dormir, durante todos los
fracasos que faltaban y todas las antologías y
caricias que no aparecerían.

…. El día que comencé a escribir
ciento cuarenta kilómetros se convirtieron en
asfalto culpable que mis piernas no tendrían el
coraje de atravesar porque la imposibilidad de
la ternura nos negó el rito de bordar desiertos
floridos sobre escombros de parques y ríos en
su desesperación

…. …. El día que comencé a escribir
…. …. …. empuñé la hoja como mi primer revólver

.
…. O dia que comecei a escrever
soube que seria a vergonha da minha família. Tomei
um lápis de tão sozinho que me senti e transcrevi as
visões desse monstro que era eu nesses anos
furiosos e bastardos debaixo dos escuros céus
nos bosques do Chile.

…. O dia que comecei a escrever
entendi que ninguém mais leria meus poemas horríveis
e desajeitados, mesmo sabendo que tanta compaixão não caberia
em um livro e sim em três e que a rota 5 sul para além
afora não me deixaria dormir, durante todos os
fracassos que faltavam e todas as antologias e
carícias que não apareceriam.

…. O dia que comecei a escrever
cento e quarenta quilômetros se converterem em
asfalto condenável que minhas pernas não teriam a
coragem de atravessar porque a impossibilidade da
ternura nos negou o rito de bordar desertos
floridos sobre escombros de parques e rios em
seu desespero

…. …. O dia que comecei a escrever
…. …. …. empunhei a folha como meu primeiro revólver

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4 Comments

  1. admin
    3 de abril de 2009 at 10:28

    hola, gonzalo, a verdade é que eu agradeço a tua confiança. um beijinho

  2. admin
    3 de abril de 2009 at 10:28

    hola, gonzalo, a verdade é que eu agradeço a tua confiança. um beijinho

  3. Gonzalo
    2 de abril de 2009 at 18:24

    gracias ana por tanta dedicación y ternura =)

    abrazos.

  4. Gonzalo
    2 de abril de 2009 at 18:24

    gracias ana por tanta dedicación y ternura =)

    abrazos.

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