“Nós que Adoramos um Documentário” sai da caixa postal

Share

cabei o livro! Sim, isso mesmo que vc está lendo. A gente sofre tanto, não? Toda vez parece mais difícil que o anterior. O requinte de crueldade foi o lance de ter esquecido de inserir o último poema: em lugar de ficar aliviada que sonhei e me recordei, fiquei deprimida por ter esquecido, ai, ai, tão típico eu esquecer tudo… A cabeça continua no lugar ou quase isso, amarrada pelo pescoço… Engraçado que já tive duas novas idéias. É bom acabar um projeto para se entupir de novas idéias, reparou?

Mando uns refugos do livro. Pedaços de rascunho que não couberam. Na realidade, sempre é possível escrever um outro livro inteirinho com tais refugos. Jogar fora é uma arte. Por isso a gente tem blogue.

.

a., na realidade, é um super-herói permanente
(ou seja, ele não tem identidade secreta)
nunca vai à padaria, ia assustar pessoas, pede comida somente via telefone
remédios e roupa lavada por entrega. diz que tem catapora e não pode ver o entregador

.

a. é o super-herói real, único do gênero
full time no trabalho, adora a identidade-que-não-é-intentidade
esqueceu-se
e já faz tempo
: humanos são os que são fracos,
por isso a. é o mais humano


.

a. somos quase todos
a. nunca salvou ninguém


depois do xou da xuxa
nunca mais haverá um poema
pois tudo o que eu quiser
o cara lá de cima vai me dar

Share

Related Posts

4 Comments

  1. alejandro mendez
    4 de maio de 2010 at 15:12

    felicitaciones querida anita !!

    beijo

  2. alejandro mendez
    4 de maio de 2010 at 15:12

    felicitaciones querida anita !!

    beijo

  3. Petê Rissatti
    4 de maio de 2010 at 09:41

    Parabéns, queridona! Mais um leão estatelado na arena, é isso aí!
    Café, café, café!!!

    Beijos

  4. Petê Rissatti
    4 de maio de 2010 at 09:41

    Parabéns, queridona! Mais um leão estatelado na arena, é isso aí!
    Café, café, café!!!

    Beijos

Leave A Comment

You must be logged in to post a comment.

Follow on Feedly