“Nós que Adoramos um Documentário” sai da caixa postal

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cabei o livro! Sim, isso mesmo que vc está lendo. A gente sofre tanto, não? Toda vez parece mais difícil que o anterior. O requinte de crueldade foi o lance de ter esquecido de inserir o último poema: em lugar de ficar aliviada que sonhei e me recordei, fiquei deprimida por ter esquecido, ai, ai, tão típico eu esquecer tudo… A cabeça continua no lugar ou quase isso, amarrada pelo pescoço… Engraçado que já tive duas novas idéias. É bom acabar um projeto para se entupir de novas idéias, reparou?

Mando uns refugos do livro. Pedaços de rascunho que não couberam. Na realidade, sempre é possível escrever um outro livro inteirinho com tais refugos. Jogar fora é uma arte. Por isso a gente tem blogue.

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a., na realidade, é um super-herói permanente
(ou seja, ele não tem identidade secreta)
nunca vai à padaria, ia assustar pessoas, pede comida somente via telefone
remédios e roupa lavada por entrega. diz que tem catapora e não pode ver o entregador

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a. é o super-herói real, único do gênero
full time no trabalho, adora a identidade-que-não-é-intentidade
esqueceu-se
e já faz tempo
: humanos são os que são fracos,
por isso a. é o mais humano


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a. somos quase todos
a. nunca salvou ninguém


depois do xou da xuxa
nunca mais haverá um poema
pois tudo o que eu quiser
o cara lá de cima vai me dar

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