enquanto penso nas figuras que envolvem girar,

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MOINHO

A mó da morte mói
o milho teu dourado
e deixa no farelo
um ai deteriorado.

Mói a mó, mói a morte
em seu moer parado
o que era trigo eterno
e nem sequer semeado.

Da morte a mó que mói
não mói todo o legado.
Fica, moendo a mó,
o vento do passado.

Carlos Drummond de Andrade

As Impurezas do Branco, Ed. José Olympio, 1973 + aqui

lembrei duma aula em que a professora ficava falando das aliterações neste poema. Hoje tenho certeza que esse tipo de recurso serve pra soterrar o poema. Que, neste caso, é absolutamente insoterrável.

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